Estas propostas inovadoras e sustentáveis destacaram-se entre numerosas candidaturas, demonstrando um forte empenhamento num futuro inclusivo:

Artemisa é um sistema de alerta precoce de incêndios florestais baseado em dispositivos IoT autónomos equipados com ligação 4G, painel solar e baterias. Desenvolvida pelo Forest Bank e baseada no reconhecimento visual guiado pela sua própria IA, a Artemisa detecta fumo ou fogo até 10 km de distância. O objetivo desta tecnologia é minimizar as consequências dos incêndios.

Os sistemas históricos de regadio são socioecossistemas multifuncionais complexos que provaram ser sustentáveis e resilientes ao longo dos séculos. A aplicação de ferramentas de governação inovadoras faz com que as comunidades de regantes se tornem prestadoras de serviços ecossistémicos, fundamentais para uma transição ecológica justa, promovendo os regadios tradicionais como ferramentas de restauração ecológica, de desenvolvimento de um modelo de produção agrícola sustentável, de sobrevivência de um grande número de Habitats de Interesse Comunitário ou de atenuação e adaptação às alterações climáticas, contribuindo para o desenvolvimento do tecido económico e social nas zonas rurais.

O DesaLIFE desenvolve e valida na Gran Canária uma nova forma de produzir água potável a partir do mar, utilizando apenas a energia das ondas e sem depender da rede elétrica. O projeto reforça a segurança hídrica e a resiliência dos territórios vulneráveis, reduzindo a pegada ambiental da dessalinização e proporcionando uma alternativa sustentável para o abastecimento de água em contextos de crescente stress hídrico e energético.

Projeto liderado pela CEAR, uma ONG que presta assistência a refugiados, com o objetivo de promover a sua integração laboral no âmbito do emprego verde. Trata-se de uma iniciativa inovadora que associa a inclusão social à procura crescente de talentos em setores sustentáveis, abordando dois desafios fundamentais de forma conjunta. Baseia-se num modelo integral que combina formação técnica, acompanhamento individual e parcerias com empresas para garantir uma verdadeira empregabilidade.

A Iberozoa apresenta um projeto de restauração ecológica que forma e emprega jovens vulneráveis na utilização da tecnologia IoT e ciência cidadã. Através da nossa própria aplicação e da instalação de refúgios de biodiversidade monitorizados, transformamos a ação ambiental local em dados científicos para as universidades. Trata-se de um modelo de transição justa que une inclusão social, inovação tecnológica e regeneração territorial.

La Recuperadora é uma marca colectiva de segunda mão impulsionada por organizações pioneiras na economia circular, que promove a redução de resíduos através da reutilização e a inclusão social e laboral de pessoas em risco de exclusão social, contribuindo para uma transição ecológica justa.

“Guardiãs do Mar” responde à perda de empregabilidade ha pesca devido ao declínio das pradarias marinhas ao capacitar pescadoras com novas profissões que regeneram o oceano e ao inspirar boas práticas e mudança no paradigma extrativo da pesca.

A Fruta Feia é uma cooperativa que combate o desperdício alimentar devido à aparência, canalizando as frutas e hortícolas rejeitados por meras razões estéticas (cor, formato e calibre) directamente dos agricultores até aos consumidores. Actualmente, a Fruta Feia conta com 21 pontos de entrega, 400 agricultores e 13000 consumidores que juntos evitam o desperdício de 31,5 toneladas de frutas e hortícolas por semana, valorizando os recursos naturais (água, solo, energia) gastos na sua produção.

A Novonovo desenvolve soluções de design e construção, articulando indústria, arquitetura e tecnologia através de uma plataforma digital que facilita o acesso a materiais recuperados e a sua reintrodução em novos projetos. Combina fornecimento de materiais, consultoria e serviços personalizados, promovendo formas mais acessíveis e singulares de construir a partir de recursos existentes.

O movimento REFOOD é um modelo inovador de economia circular alimentar, que transforma um problema ambiental — o desperdício alimentar — num recurso social: alimentação para pessoas em situação de vulnerabilidade, através de uma rede comunitária 100% voluntária. Criando uma ponte humana entre o excesso e a necessidade, constrói um caminho para uma transição ecológica justa, assente no lema “Aproveitar para Alimentar”. “Step by step”, foi crescendo e conta atualmente com 70 núcleos em Portugal, 6.100 voluntários, 2.000 parceiros e 6.800 beneficiários, recuperando cerca de 2 milhões de refeições por ano e evitando mais de 1.000 toneladas de bio-resíduos, num movimento de impacto humano, social e ambiental já em expansão além-fronteiras.
Estes são os três vencedores da edição anterior dos Prémios Future for All (agora Prémios Fundación Moeve).
Fundación Generation España - Projeto Emprego Verde
O projeto Emprego Verde impulsiona o talento das pessoas em situação de vulnerabilidade para empregos verdes de elevada procura, transformando a transição ecológica numa oportunidade real, justa e inclusiva.
Grazalema Regenerativa - Projeto Acerca - Regen
Acerca - Regen tem por objetivo melhorar a sustentabilidade ambiental, económica e social das explorações pecuárias nas serras Béticas ocidentais, centrando-se na fertilidade do solo, na biodiversidade, na rentabilidade e na renovação das gerações.
Florestasur
A Florestasur é uma cooperativa de mulheres que promove a restauração ecológica e o emprego verde nas zonas rurais. Com o projeto Micorriza Sur, propõe-se desenvolver uma linha inovadora de plantas florestais micorrizadas com cogumelos comestíveis para recuperar castanheiros abandonados, melhorando a sua rentabilidade e resiliência climática.
Eles falam-nos dos seus projetos com a jornalista Sandra Barneda.
A Clevergy é uma plataforma SaaS de gestão de energia doméstica para empresas de energia, que ajuda a melhorar as suas relações com os clientes e a oferecer serviços energéticos inovadores, colocando o consumidor no centro da transição energética.
A Feltwood é uma empresa que desenvolveu e patenteou um material inovador, produzido a partir de resíduos vegetais.
A Fitplanet é uma startup espanhola de moda sustentável que transforma resíduos de plástico do Mediterrâneo em vestuário técnico de alto desempenho reciclado e reciclável através do ecodesign e da economia circular.
A Oreka é uma plataforma digital que simplifica a doação e a redução de excedentes alimentares, colaborando com empresas e entidades sociais para promover a economia circular.
O GotaTech é um projeto inovador que capta a água atmosférica através de coletores passivos com nanomateriais, sem necessidade de energia ou emissões de CO2, melhorando o acesso à água potável e descontaminando o ar. A sua abordagem sustentável e modular facilita a autossuficiência hídrica em comunidades rurais e urbanas, alinhando-se com os ODS e a Agenda 2030.
A MacroCarbon é uma startup das Canárias, cuja missão é produzir combustível de aviação sustentável (SAF) a partir de macroalgas cultivadas no oceano com tecnologia inovadora, escalável e eficiente.
O projeto Ecolegios criará uma comunidade de 10 escolas públicas que liderarão um processo de transição ecológica, medindo a sua pegada de carbono e construindo modelos de planos de sustentabilidade que poderão ser alargados a toda a comunidade educativa.
A Fundación Moeve lança a terceira edição dos Prémios Fundación Moeve (anteriormente Prémios Future for All) com 120 000 euros para apoiar projetos que melhorem a qualidade de vida das pessoas e do seu meio envolvente.
Procuramos projetos transformadores e de grande impacto que promovam de forma significativa e relevante uma transição ecológica justa e ajudem as pessoas a viver melhor.
É importante que os projetos tenham resultados demonstráveis e sejam escaláveis.
Este ano, como novidade, será também avaliado o grau de inovação.
Os Prémios Fundación Moeve (anteriormente Prémios Future for All) destinam-se a empresas privadas ou públicas com sede e atividade em Espanha ou Portugal: startups, ONG, PME, trabalhadores independentes, fundações não empresariais, associações, centros educativos, institutos, etc.
O prazo para apresentação de candidaturas decorre de 17 de fevereiro a 11 de março de 2026 até às 15h00 (hora de Espanha) e 14h00 (hora de Portugal).
Os três vencedores receberão, para além de uma dotação financeira para promover os seus projetos, apoio especializado para os desenvolver.
Após o prazo para a apresentação dos projetos, serão selecionados 10 finalistas que terão de defender a sua proposta em formato de apresentação. Para o efeito, será oferecida aos finalistas assistência especializada em sessões de preparação.
A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em junho. O júri, que escolherá um máximo de 3 projetos vencedores, será composto por membros do Conselho Assessor da Fundación Moeve. Além disso, uma pessoa de reconhecido prestígio, bem como representantes da própria Fundação ou da Moeve, podem também participar.
O prémio total ascende a um máximo de 120 000 euros, a distribuir por um máximo de três vencedores.
Não. Nos Prémios Fundación Moeve, o âmbito de aplicação é Espanha e Portugal, promovendo projetos desenvolvidos em qualquer um destes dois países e cujo principal impacto seja gerado nestes territórios.
Procuramos projetos com perspetivas claras de crescimento ou expansão em termos de alcance ou impacto durante, pelo menos, os próximos 12 meses.
Se o seu projeto terminar em 8 meses, por exemplo, mas puder justificar que a dotação financeira do prémio lhe permitirá prolongar o seu impacto após a sua conclusão, pode inscrevê-lo.
O projeto deve ser capaz de demonstrar os resultados do impacto, tanto ambiental como social. Não precisa de estar numa fase específica, mas precisa de ter um modelo de negócio e uma estrutura sólidos e realistas.
Os projetos em fase intermédia ou avançada que já apresentem resultados significativos serão avaliados positivamente.